A principal arma do Windows Phone na guerra do mercado – by @rogercal
Participando do Seja um editor do Nokiatividade, Rogério Pereira Calsavara enviou este artigo para o blog! Fiquem a vontade para comentar.
O Windows Phone tem melhorado a cada versão e a grande maioria dos que o experimentam gostam do sistema. A principal queixa parece ser a falta de aplicativos, um problema enfrentado no início por todos os seus concorrentes e que foi solucionado com o tempo. E com o Windows Phone não parece que será diferente. De fato, o Marketplace ainda tem uma quantidade de aplicativos muito inferior aos seus concorrentes mais diretos (iOS e Android), mas já é uma quantidade considerável e com certeza o usuário médio de smartphone encontrará tudo o que precisa e deseja na loja do Windows Phone. Claro que usuários com necessidades específicas ainda não encontrarão tudo o que querem, mas a quantidade de aplicativos disponíveis aumenta rapidamente, até mais rápido do que foi verificado nas plataformas concorrentes e com certeza tal “problema” estará definitivamente resolvido no curto prazo.
Um sistema eficiente com uma interface fluída e diferente, que encanta a grande maioria dos que a experimentam. No entanto, apesar de já estar disponível desde o segundo semestre de 2010, sua participação de mercado ainda é ínfima. Vários motivos podem ser elencados para esse relativo fracasso até o momento, sendo os principais a já citada pouca disponibilidade de aplicativos e a pouca disponibilidade de modelos. Particularmente, acredito que esse segundo fator é até mais determinante do que a quantidade de aplicativos. É claro para qualquer um que se interesse um mínimo por esse mercado que a quantidade de modelos disponíveis com Android é muito superior, mas alguém tem ideia de quanto superior é? Segundo o site GSMArena, existem atualmente 33 modelos de smartphones com Windows Phone disponíveis no mercado e nada mais, nada menos do que 660 modelos com Android (e não entram nessa contagem os inúmeros “xing-lings” com Android). Ou seja, existem 20 vezes mais modelos de smartphone com Android do que com Windows Phone. Diante desses dados, a participação de mercado do Windows Phone se agiganta, afinal não é fácil enfrentar um exército desse tamanho. Claro que o iPhone é apenas um, mas é um caso à parte. Foi quem inaugurou esse mercado como o conhecemos hoje e conta com muitos fanáticos, além de consumidores.
E a guerra por esse mercado para o Windows Phone está para começar de verdade em breve. O primeiro movimento de peso foi a parceria com a Nokia, que foi por muito tempo a maior fabricante de celulares do mundo, posto perdido há pouco tempo para a Samsung. Mas
mesmo perdendo o posto de maior do mundo, a Nokia não perdeu a sua capacidade de inovação e de produzir um hardware de altíssima qualidade, como mostram os lançamentos do 808 Pure View e dos Lumias, com especial atenção para a demonstração do Lumia 920.
O segundo movimento está por vir e, na minha opinião, será a principal arma dessa guerra e é o motivo desse artigo. Mais do que isso. Será o ponto decisivo, que fará o Windows Phone e a Nokia ganharem mercado de forma acelerada ou os condenarem a serem personagens secundários nesse mundo móvel. E tal arma é o Windows 8, mais especificamente, apenas uma parte dele, a sua nova interface, antes chamada de “Metro” e que agora denomina-se “Modern”. Como parece que esse nome ainda não “pegou”, usarei nesse artigo o nome Metro mesmo…
A estratégia da Microsoft é unificar a experiência de uso do Windows 8 com o Windows Phone, e por isso, a principal aposta no novo sistema mais usado nos computadores do mundo é a nova interface. A aceitação da interface Metro pelos usuários de computadores não será determinante no sucesso do Windows 8, mas representa a vida ou a morte para o Windows Phone. A grande massa de usuários de computador tende a ser avesso a mudanças, ainda mais uma mudança de grande magnitude, como o é a interface Metro. E ciente disso a Microsoft tenta “empurrar” a interface Metro no design das seus sites, tais como o Skydrive e o Hotmail/Outlook e deixando-a como padrão do Windows 8. Ou seja, à medida que os usuários forem trocando de computadores, todos terão pelo menos um contato inicial com a interface Metro.
E podemos imaginar o impacto no Windows Phone com milhares de milhões de computadores rodando a interface Metro. Não só fará com o que o Windows Phone seja a escolha natural para qualquer usuário de PC, dada a similaridade da interface, como também fará explodir a quantidade de aplicativos para o Windows Phone, dado a facilidade de se compilar um aplicativo para ele a partir do programa Metro para computador. Sendo assim, todo programa de computador Metro terá a sua versão para Windows Phone e em pouco tempo a quantidade de aplicativos será maior do que os para iOS e Android… somados!
Mas é importante frisar novamente que tudo depende do sucesso da interface Metro do Windows 8, e isso está longe de ser garantido. A mudança é grande e muita gente pode ficar perdida em um primeiro momento e rejeitar a Metro definitivamente. Se a grande maioria dos usuários de computadores continuarem a usar a interface clássica do Windows 8, deixando a Metro de lado, o Windows Phone estará condenado. Não ao fracasso, necessariamente, mas a lutar sozinho nessa guerra. E aí a chance de vitória frente ao exército do robozinho verde e à superpotência do iPhone realmente é extremamente pequena.
O que vocês acham? A interface Metro no computador vai ser um sucesso ou estará fadada a ser apenas uma curiosidade?













KKKKKK Meu primeiro celular que foi um Nokia 2660 dava pra colocar papel de parede. He he he…
E olhe que o Nokia 2660 era daquela época do joguinho da cobrinha. =P
Se as viúvas do N9 se comprometerem a doar vários bilhões a Nokia para que ela erga um ecossistema sozinha para o MeeGo e que consiga pagar as contas por um 5 anos (Tempo necessário para construção de um ecossistema) garanto que ela aceitaria, mas se as viúvas do MeeGo só ficarem reclamando feito peão de obra e erguendo castelos em suas mentes ela não vai dar a minima
Se o MeeGo fosse bom alguma fabricante já teria o comprado (Ou teria comprado o Jolla) nada impede que nenhuma outra fabricante toque o projeto, só que ninguém quer esse OS falido
Pelo menos o Nokia 2660 carregava um OS que regava interesse em pessoas mais importantes que reles fãboys, e estou esperando alguém me explicar a necessidade de ter telas iniciais e papéis de parede no celular, e ai? Por que ter essas coisas?
Dá pra colocar quantos “tiles” quiser? Aí a pessoa coloca um monte de “tiles” e tem que deslizar metros na tela pra achar o um certo “tile”…
É só organizar Bruno, assim como se você ficar colocando ícones a torto e direito numa tela inicial vai ficar bagunçado
*achar um certo “tile”…
Acho um pouco difícil os usuários de pc adotar o Metro, mas não é impossível. Acho mais facil alguem começar a usar por causa do WP, muitos não iram nem tentar usar, iram direto pra interface “clássica” do windows.
Acho a interface do WP bem interessante, no começo é estranho usar o Metro mas acabamos nos acostomando, é um sistema muito bom, e com o tempo acho que ganhará seu espaço. Mas Hélhão, apesar de não ter muita importância, acho legal o fato de poder colocar fotos na tela inicial de namorada, esposa, filhos etc… E muitos sentiram falta disso.
Se não fosse esse acordo com a microsoft, acho que a nokia apostaria no MeeGo. E na minha opnião teria grande chance de sucesso. Ja que o grande diferencial do android e ios são os jogos ( e o marketing, coisa que a nokia só ta fazendo agora com o WP), pq a maioria dos apps realmente úteis tem pra symbian e com certeza teria ou terá pra Meego, vendo o interesse de muitos desenvolvedores no OS. Mas vamos ver no que isso td vai dar.
É engraçado como as coisas mudam,
Antes eu vinha aqui no blog pra ver e aprender coisas sobre os aparelhos da Nokia, agora venho aqui pra ver um bando de gente brigando entre si por uma questão que NÃO TEM SOLUÇÃO, GOSTO É GOSTO E CADA UM TEM O SEU.
“Ninguém” (entre aspas, pois tem a Jolla) quer o MeeGo porque a maioria dos fabricantes, principalmente a Samsung, só querem um OS que ta mais concretizado no mercado, não querem ter trabalho em desenvolver, coisa de empresa fail. Mas se o MeeGo tivesse com atenção total da Nokia, as fabricantes já estariam de olho.
Quando se trata do MeeGo (Jolla) sempre tem um “se” “se” isso, “se” aquilo, o “se” também é muito conhecido como desculpinha, engraçado é que muitas fabricantes, inclusive a Samsung desenvolvem suas próprias versões do Android, coisa que dá trabalho para desenvolver KKKKKKKK. O problema do MeeGo é o ecossistema, ninguém quer, ninguém vai e ninguém pode erguer um ecossistema do 0 só porque o OS é teoricamente bom, No mundo corporativo, caprichos como esse são punidos com falência